segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ORIGEM DO POVO CIGANO

O povo cigano não tem até os dias de hoje uma linguagem escrita, fica quase impossível definir sua verdadeira origem, assim como, fazer um estudo histórico, desde os seus primórdios, com um número suficiente de dados, para garantir a autenticidade.

A hipótese mais aceita é que o povo cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo que também se supõe como muito antigo talvez dois ou três milênios, antes de Cristo. Os pesquisadores e estudiosos compararam o sânscrito, que era o idioma usado na linguagem escrita e falado na Índia, um dos mais antigos idiomas do mundo, com o idioma falado pelos ciganos e encontraram muitas palavras com o mesmo significado, daí ter sido levado a concluir que o povo cigano se originou da Índia.

Fortalece essa hipótese com a aparência dos ciganos, como tez morena, comum aos hindus e ciganos, gostos por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus pai absoluto.

Tanto para o hindu como para o cigano possuem sentimentos muitos fortes sobre a religião, as leis divinas, sua execução, procedimentos, infrações como resultantes consequentes.

Outro fato que chama a atenção é a santa por quem nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali. Para o Povo hindu, Kali é venerada como uma deusa, que considera Mãe Universal, a Sombra da Morte.  As duas têm pele negra. E força destruidora de negatividade e os maléficos que possam atingir seu povo.

O gosto pela dança e a função ritualística da mesa em várias situações, a forma recatada das mulheres não expondo o corpo, são similaridades entre os dois povos.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_povo_cigano



Desde a sua chegada a terras europeias  uma das faces da comunidade cigana que mais chamou a atenção dos demais povos era a sua estranha língua, muito diferente das faladas na Europa. A primeira reprodução escrita do romani remonta a uma enciclopédia de título: First Book of the Introduction of Knowledge. (Primeiro livro de introdução ao saber) escrito por Andrew Boorde. Esta obra, completada em 1542 e publicada em 1547, recolhia exemplos de frases do que o autor chamava Egipt speche  (Fala egípcia), dando por válida a crença popular de que os ciganos procediam do Egito.

Durante os dois séculos seguintes aparecem mais menções escritas da língua romani. Na Espanha, o marquês de Sentmenat publicou em 1750 um pequeno vocabulário do romani falado na Península Ibérica.

Um dos primeiros ou o primeiro documento em que se propõe identificar a língua romani como uma língua indiana é um trabalho de Szekely de Doba na Gazeta de Viena em 1763. Neste artigo, comentou que o predicador Vali, que na universidade de Leiden estudou o idioma de uns estudantes de Malabar do distrito de Zigânia, nome que lhe recordou o dos zíngaros e que posteriormente expôs o vocabulário a ciganos de Almasch (Komora, Eslováquia), comprovando que estes entendiam as palavras.

Em nível acadêmico, o descobrimento da origem indiana do romani corresponde ao alemão Johann Rüdiger, catedrático da Universidade de Halle-Wittenberg, que em 1782 publicou um artigo de investigação linguística, no que analisava a fala de uma mulher cigana, Barbara Makelin, e a comparava com a língua recolhida numa gramática alemã do hindustani (o nome pelo que se conhecia antigamente os atuais hindi e urdu). No seu artigo, Rüdiger reconhecia a influência nas suas investigações do dicionário de romani de Hartwig Bacmeister, de 1755, a quem já em 1777 comunicara as suas ideias, assim como a sua dívida com seu professor Christian Büttner, que anos antes aventurara a possibilidade duma origem indiana ou acaso afegã dos ciganos. Entretanto, foi Rüdiger que estabeleceu, mediante a sua comparação entre a descrição gramatical do hindustani e a fala de Barbara Makelin, que as similitudes entre ambas variedades linguísticas evidenciavam uma origem comum.


Estudos subsequentes da língua romani mostraram um estreito parentesco com o punjabi e o hindi ocidental, tanto no seu vocabulário fundamental como nas suas estruturas gramaticais e nas mudanças fonéticas. As investigações de Alexandre Paspati (Études sur les Tchinghianés, publicado em Constantinopla em 1870), de John Sampson (The dialect of the gypsies of Wales, 1926) e dos suecos Gjerdman e Ljungberg (A língua do cigano sueco trabalhador do cobre Dimitri Taikon, publicado em 1963) evidenciam que existe uma unidade dentro do romani que se estende por toda Europa. Os estudos citados recolhiam mostras do romani grego, galês e sueco, respectivamente. Fica demonstrado assim que o vocabulário básico coincide de modo relevante.
Não se transcreve a grafia original:
Português: grande. 
Sânscrito: vadra;
Hindi: bara;
 Greco-romani: bara;
 Romani galês: baro;
 Romani kalderash (sueco): baró.

Português: cabelo.
Sânscrito: vála;
 hindi: bal;
 greco-romani: bal;
 romani galés: bal;
 romani kalderash (sueco): bal.

Determinadas características gramaticais indianas mantém-se no romani contemporâneo (e algumas inclusive no caló espanhol atual):
O final em -e para o masculino e em -i para o feminino.
A formação de abstratos por junção de -ben ou -pen: taco (certo) converte-se em taciben (verdade).
Substituição do genitivo por um final adjetivado: dadésko gras (o cavalo do pai onde dad é pai e gras cavalo).

Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/História_do_povo_cigano


Os estudos genéticos e linguísticos parecem confirmar que os roma são originários do subcontinente Indiano, possivelmente da região do Punjab. A causa da sua diáspora (deslocamento) continua sendo um mistério. Algumas teorias sugerem que foram originalmente indivíduos pertencentes a uma casta inferior recrutados e enviados a lutar ao oeste contra a invasão muçulmana. Ou talvez, os próprios muçulmanos conquistaram os roma, escravizando-os e trazendo-os para o oeste, onde formaram uma comunidade separada.

Esta última hipótese baseia-se no relato de Mahmud de Ghazni, que informa sobre 50 mil prisioneiros durante a invasão turco-persa do Sindh e do Punjab. Por que os roma escolheram viajar para o oeste em vez de regressar para a sua terra é outro mistério, se bem que a explicação pode ser o serviço militar sob o domínio muçulmano.

O que é aceito pela maioria dos investigadores é que os ciganos poderiam abandonar a Índia em torno do ano 1000, e atravessar o que agora é o AfeganistãoIrãArmênia e Turquia. Vários povos similares aos ciganos vivem hoje em dia na Índia, aparentemente originários do estado desértico de Rajastão, e à sua vez, povoações ciganas reconhecidas como tais pelos próprios roma vivem, todavia, no Irã, com o nome de lúrios.

Partiram em direção à Pérsia onde se dividiram em dois ramos: o primeiro, que tomou rumo oeste, atingiu a Europa através da Grécia; o segundo partiu para o sul, chegando à SíriaEgito e Palestina.

No século XII, os ciganos enfrentaram o avanço dos muçulmanos, que tentaram impor sua religião na Índia[carece de fontes], e lutaram contra os Sarracenos por muitos séculos, inclusive durante a Idade Média.

Apesar de que as provas documentais começam a ser fiáveis só a partir do século XIV, alguns autores contemporâneos rebaixaram a data do ano 1000 e inclusive antes. Certas referências sugerem que as primeiras referências escritas da existência do povo rom são anteriores: um texto que relata como Santa Atanásia de Egina repartiu comida em Trácia a uns "estrangeiros chamados atsinagi" (dogrego Ατσίνγανος') durante a escassez do século IX, em plena época bizantina.
Inclusive antes, nos primórdios do mesmo século, no ano 803Teófanes o Confessor escreve que o imperador Nicéforo I usa mão de obra de certos atsigani, que com a sua magia, ajudariam-no a conter uma revolta popular.

"Atsinganoi" foi um termo usado também para referir-se a adivinhadores ambulantes e ventríloquos e feiticeiros que visitaram ao imperador Constantino em 1054. Um texto hagiográfico ("Vida de São Jorge anacoreta") refere como os "atsigani" foram chamados por Constantino para ajudá-lo a limpar as fragas de feras. Mais tarde, seriam descritos como feiticeiros e malfeitores e acusados de intentar envenenar o galgo favorito do imperador. A extensão desse termo geraria os modernos substantivos tzigane, Zigeuner, zingarie zíngaros.

Um relato histórico-lendário do século X titulado Crônica Persa, de Hazma de Ispaham, menciona a certos músicos solicitados ao rei da Índia, aos que chamou zott. O Livro dos Reis (ou Shahnameh, datado de 1010), do poeta Ferdusi conta uma história similar: vários milhares de Zott, Rom ou Dom ("homens") partiriam do atual Sindh (pode ser do rio Indo) com objetivo de entreter o rei da Pérsia com os seus espetáculos.

A partir daí, depois de uma longa estância nessa região, e já descritos como um povo que rejeitava viver da agricultura, espalhar-se-iam em dois grupos migratórios: o primeiro, que tomou rumo oeste, atingiu a Europa através da Grécia; o segundo partiu para o sul, chegando à SíriaEgito e Palestina.







sexta-feira, 2 de agosto de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013


ORAÇÃO CIGANA

"Salve o Sol, a natureza, o Orvalho da Manhã !
Salve Deus todo Poderoso,
que me dá a felicidade de tomar a benção de toda a Natureza.
Salve o Vento, o Sol, a Chuva, as Nuvens, as Estrelas e a Lua !
Salve as forças das Águas, a Terra, a Areia e o Solo fértil !
Que belo seja seu remédio !
O Pão que parto à mesa, seja multiplicado !
O trigo que trago comigo, seja minha propriedade.
O Universo me abrace.
E que os quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar,
me dêem as forças necessárias para todas as dificuldades de minha vida.
Meus caminhos sejam abertos, hoje e sempre,
com toda a pureza dos Elementais, dos Anjos Mensageiros de Deus.
Amém!


Optchá!!!"

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Classe Social e Grupos Ciganos

Entendendo a diferença entre casta e classe social


Exemplo, quem nasce no Brasil, que é considerada uma sociedade liberal, vive em um sistema social que é dividido entre classes. E isto permite que alguém que tenha nascido dentro da classe baixa possa ascender à classe alta. Contudo, no sistema de castas que ainda ocorre na Índia, aquele que nasce em uma casta inferior não tem mobilidade e morre na mesma. Pois trabalho e riqueza não são parâmetros e sim os critérios de natureza hereditária e religiosa é que formam os grupos sociais.
Em outras palavras o sistema de casta é um sistema social hereditário, endógamo ( casam-se com os da mesma casta) , além de ser fundamental a mesma profissão, hábitos alimentares, vestuário e comportamento social.
O que torna a sociedade de castas estática, sem mobilidade.
Foi o Hinduismo que criou a divisão da sociedade indiana em castas.
As castas são definidas de acordo com a posição social que determinadas famílias ocupam. Estabelecendo assim uma hierarquia social caracterizada por privilégios e deveres.
Atualmente, existem milhares de castas distintas na Índia.
Esse sistema tem como principal característica a segregação social, determinando a função das pessoas dentro da sociedade indiana. Tal segregação resulta na desigualdade social. Esta, que é explicada pelo fato de um indivíduo não poder ascender para uma casta superior.
Apesar do governo não admitir, pois afirma que a lei proíbe a divisão social em castas, na prática a verdade é que esse sistema está presente em toda a sociedade.
O regime de castas vigora a mais de 2600 anos. E isso se deu quando os arianos (invasores) foram diferenciados dos habitantes mais antigos (que possuíam a pele mais escura) pelo termo “varna” que em sânscrito significa cor. A partir daí os “varna” foram socialmente ordenados de acordo com cada uma das partes do corpo de Brahma, Deus maior da religião Hindu.
No topo do poder temos: os brahmanes ( sacerdotes, professores e filósofos) que se autodenominaram a boca de Deus;
Logo abaixo os kshatriyas (políticos e militares) que se autodenominaram os braços de Deus;
Abaixo os vayshias (agricultores e comerciantes) que se autodenominaram as coxas e pernas de Deus;
Abaixo os shudras (camponeses, operários e artesãos) que se autodenominaram os pés de Deus;
Abaixo os dalit e ou pariahs ( os que realizavam trabalhos desprezíveis, como a limpeza de esgotos, o recolhimento do lixo e o funeral dos mortos – que após o êxodo passaram a ser denominados como ciganos) que eram denominados pelos membros de outras castas como “o pó debaixo dos pés de Deus”.



Entendendo a diferença entre os grupos ciganos



Embora hoje, ciganos que moram em diversas partes do mundo, usem autodenominações diferentes para as sociedades oriundas dos grupos, tais como
Sinte, Calon, Manush, Calderash, Lovara, Machuaia, Xoraxane etc. Todos nós reconhecemos uma origem comum e identidade básica que chamamos de "Rroma". Criando desta feita uma dicotomia com os não ciganos.

A autodenominação do grupo que faço parte, por exemplo, Sinte é usada por membros de um grupo de ciganos, cujo maior número ainda vive na Alemanha. Conseqüentemente, a denominação dada por membros de outros grupo ao cigano que vive na Alemanha é Sinte. Mas é importante esclarecer que existem subgrupos do Sinte: o Sinte Piemontekari ( que vivem no norte da Itália),o Sinte Valshtike ( que vivem ao sul da França), o Sinte Gachkane (que vivem no norte da Alemanha).

Portanto,Rromé a autodenominação que a maioria dos ciganos utiliza, no mundo, quando quer se rotular em condições étnicas. Etimologicamente, a autodenominaçãoRromestá vinculada com o nomeDomque por metaplasmo passou a ter este somRrom. Hoje, numerosos indivíduos da casta indiana Dalitii, espalham-se pelo norte da Índia e são rotulados deDom.
Rrom(Dom) é um termo muito antigo. ODomjá aparecia em registros do " Sádhanamálá " (século oito). Naquele momento, o rei dosDom, Heruka regeu um dos pequenos reinos indianos. (Antigamente havia um número enorme de pequenos reinos na Índia). Em pesquisas recentes ainda encontramos ruínas de lugares com nomes como " Domdigarh ".
Durante a dinastia Gupta nossos mais remotos antepassados perderam o poder e posição, ou seja, perderam o estado étnico original e tornaram-se uma casta indiana. E é obvio que os vencedores consideraram esses que eles derrotaram como inferiores.

Os antepassados dosDompertenceram à população pré-ariana da Índia que eles habitaram antes dos arianos invadirem a Índia em 1500 AC. Naquele momento, oDomnão usava ainda o termoDompara se autodenominar , mas o termo caracterizava o tipo físico, a cultura e a religião.

Onde e quando nossos antepassados partiram da Índia realizando o grande êxodo ainda é uma pergunta em aberto. O cigano e estudioso da nossa origem Dr Ian Hancock, professor em Universidade de Texas em Austin, E.U.A., defende que nossos antepassados lutaram contra guerreiros árabes que conquistaram a Índia do oitavo para o décimo primeiro século. O pior destes invasores foi Muhammad Ghaznavi (11º século), que invadiu e saqueou a Índia vinte e uma vezes. E foi justamente naquele momento que nossos antepassados deixaram em um grande êxodo a Índia. Na opinião de Hancock, nossos antepassados eram uma população misturada composta de " Rajputs " (uma casta alta de guerreiros) e osDom. E isso se torna provável, pois é indiscutível que os exércitos precisavam de músicos como também de ferreiros e negociantes que poderiam adquirir bestas de fardo - cavalos e bois. E essas profissões eram praticadas pelos membros da casta deDom.
Bem, este texto foi elaborado para lançar um pouco de luz na Questão Cigana, pois vez por outra, ouvimos um membro de determinado grupo dizer que ele sim é o verdadeiro cigano e que o outro já não o é por esse ou aquele item. Contudo, isso decorre do fato de que a maioria dos rroms (ciganos) traz de forma atávica aquela segregação oriunda das diferenças de casta e infelizmente acaba por mantê-la com relação aos indivíduos ciganos de outros grupos. Segue abaixo uma síntese sobre os diversos grupos e subgrupos já catalogados:
Ambrelara, o termo designa um subgrupoRromde ciganos nascidos na Eslováquia que sobreviviam e alguns ainda sobrevivem do conserto de guarda-chuva;
Asurara, assim se autodenominou osubgrupoRromde ciganos que chegou à Eslováquia e se apresentou aos ciganos de lá como fabricantes e vendedores de jóias, anéis, pulseiras e brincos.
Aurari, originalmente um subgrupoRromde ciganos da Romênia que vivia de trabalhar o ouro. Hoje em dia a maioria é fabricante de artefatos de madeira.
Mechkara ou Ursari, um subgrupoRromde ciganos da Romênia que viviam do adestramento de ursos para apresentações públicas e em circos.
Balanara, um subgrupoRromde ciganos da Eslováquia que vivia da fabricação de cochos e colheres de madeira.
Bergitska,subgrupoRromde ciganos que por tradição habitam as bordas polonês - eslovacas da região montanhosa. Eles falam um dialeto que é compartilhado entre os ciganos Eslovacos e Sérvios desenvolveram as profissões de músicos e ferreiros.
Bohémiens, um subgrupoSintede ciganos originários da República Tcheca que foram habitar regiões da França.
Bosha, subgrupoRromde ciganos originários da Armênia.
Burgenland, um subgrupoSintede ciganos originários da Áustria sendo a grande maioria da profissão de ferreiros e músicos.
Romungro, um subgrupoRromde ciganos, como o próprio nome já denuncia, nascidos na Hungria ( Rrom + Húngaro)
Calderashum subgrupoRromoriginário da Romênia e como o próprio nome em romeno indica “caldare” significa caldeirão. Eles ainda vivem como fabricantes e consertadores de caldeirões, panelas, tachos etc. Hoje a maioria vive espalhada pela Europa e Américas.
Calê,um grande grupoCalonde ciganos originários da Espanha, sul da França e Finlândia e Catalunha. Eles falam o Calé um para-Romani misturado com o espanhol. As principais profissões são as de músico, dançarino e criadores adestradores de cavalos.
Chuxnium subgrupoRromde ciganos originários da Rússia, cuja profissão principal era a de fabricante de peneira.
Druckaraum subgrupoRromde ciganos originários da Eslováquia e como o nome em eslovaco já denuncia (significa tronco de árvore) ganhavam a vida grudados em troncos das árvores colhendo e vendendo avelãs.

Djambazaum subgrupoRromde ciganos que viviam do comércio de cavalos nas regiões dos Bálcãs e da Turquia.
Djugíuma casta de ciganos que ainda vive na Índia e o nome em sânscrito significa “santo” porque na realidade abdicam de uma vida normal para viverem rezando todos os dias. E para isso recebem em troca ajuda do povo tal qual mendigos.
Estrekarjaum subgrupoSintede ciganos originários da Áustria.
Fandarium subgrupoRromde ciganos da Rússia que exerceram atividades militares.
Gharbilbandum subgrupoRromde ciganos que pertenceu a casta homônima da Índia que vivia da fabricação e comercio de peneiras. E ao chegar à Europa fixaram-se na Romênia e Hungria.
Ghurbat-Lovaraum subgrupoRromencontrado em quase toda região balcânica que tornaram-se os melhores negociantes de cavalos. Hoje em dia a maioria encontra-se dispersa por Europa e Américas.
Labancium subgrupoRromjá completamente extinto que serviu como oficiais do exército de Hapsburg imperial usados por kuruz húngaro rebelde (os participantes na insurreição feudal). Eram originalmente membros do clã Bergitska.
Lombardosum subgrupoSinteciganos originários da Lombardia que deram início ao trabalho como circenses. Foi com este clã que membros de outros clãs originaram os ciganos do clã Boyashas artistas circenses.
Manushum subgrupoSinteciganos cuja maioria atualmente vive ao sul da França. Também autodenominado de Sinte-Valshtike.
Piemontakerium subgrupoSintecigano cuja maioria atualmente vive ao norte da Itália. Também autodenominado de Sinte-Piemontekari .
Patavaraum subgrupoRromde ciganos que perambula por todo o leste europeu e como o nome em Romani já denuncia (significa trapo) Eles ainda hoje recolhem roupas velhas para depois revendê-las.

Seliyerium subgrupoRromde ciganos originários do Irã que ainda hoje vive da fabricação e comércio de caldeirões e pentes.
Servikaum subgrupoRromde ciganos que são dessa forma denominados por serem oriundos da Sérvia. Mas também autodenominados Machuaia porque oriundos de cidade da Sérvia com o mesmo nome.
Sinteum grande grupoSinteciganos originário do norte da Alemanha que ainda hoje são encontrados na Áustria, Republica Tcheca, Eslovênia e diversos outros paises do leste europeu e também autodenominados Sinte- gachekanes.
Xoraxane(a pronuncia é rrorarranê) um sub grupoRromde ciganos que passaram a professar a religião islâmica.


Leia mais:http://www.embaixadacigana.com.br/cultura_identidade.htm#ixzz2WhsOCuQS
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terça-feira, 18 de junho de 2013

GRUPOS CIGANOS

Grupos Ciganos

Rom ou Roma

Predominantes nos países balcânicos, principalmente na Romênia, falam romani, a mais conhecida das línguas ciganas, e são o grupo mais estudado pelos pesquisadores. São divididos em subgrupos: kalderash, matchuaia, curcira, entre outros. Consideram-se os “ciganos autênticos”.

Sinti

Também chamados de manouch, são mais numerosos na Itália, no sul da França e na Alemanha. Falam a lingua sintó, para alguns pesquisadores, uma variação do romani. Não há estudos que apontem a presença significativa desse grupo no Brasil.

Calon ou Kalé

Conhecidos por “ciganos ibéricos”, já que viviam na Espanha e em Portugal antes de se espalhar pelo resto da Europa e da América do Sul. São os criadores do flamenco e responsáveis pela popularização da figura da dançarina cigana. Falam a língua caló e são o grupo mais numeroso do Brasil.



Entendendo a diferença entre os clãs ciganos
Por Nicolas Ramanush

Embora hoje, ciganos que moram em diversas partes do mundo, usem autodenominações diferentes para as sociedades oriundas dos clãs, tais como
Sinte, Calon, Manoush, Calderash, Lovara, Machuaia, Xoraxane etc. Todos nós reconhecemos uma origem comum e identidade básica no que chamamos de Rroma. Criando desta feita uma dicotomia com os não ciganos.

A autodenominação do clã que eu faço parte, por exemplo, Sinte é usada por membros de um clã de ciganos, cujo maior número ainda mora na Alemanha. Conseqüentemente, a denominação dada por membros de outros clãs ao cigano que vive na Alemanha é Sinte. Mas é importante esclarecer que existem sub-clãs do Sinte: o Sinte Piemontekari (os que vivem no norte da Itália) e o Sinte Valshtike ( os que vivem ao sul da França).

Portanto, Rrom é a autodenominação que a maioria dos ciganos utilizam no mundo quando querem se rotular em condições étnicas. Etimologicamente, a autodenominação Rrom está vinculada com o nome Dom que por metaplasmo passou a ter este som Rrom. Hoje, numerosos indivíduos da casta indiana jati, espalham-se ao redor do norte da Índia e são rotulados de Dom.

Rrom (Dom) é um termo muito antigo. O Dom já aparecia em registros do " Sádhanamálá " (século oito). Naquele momento, o rei dos Dom, Heruka regeu um dos pequenos reinos indianos. (Antigamente havia um número enorme de reinos pequenos na Índia). Em pesquisas recentes ainda encontramos ruínas de lugares com nomes como " Domdigarh ".
Durante a dinastia Gupta nossos mais remotos antepassados perderam o poder e posição, ou seja, perderam o estado étnico original e tornaram-se uma casta indiana. E é obvio que os vencedores consideraram esses que eles derrotaram como inferiores.

Os antepassados dos Dom pertenceram à população pré ariana da Índia que eles habitaram antes dos arianos invadirem a Índia em 1500 AC. Naquele momento, o Dom não usava ainda o termo Dom para se autodenominar , mas o termo caracterizava o tipo físico, a cultura e a religião.

Onde e quando nossos antepassados partiram da Índia realizando o grande êxodo ainda é uma pergunta em aberto. O cigano e estudioso da nossa origem Dr Ian Hancock, professor em Universidade de Texas em Austin, E.U.A., defende que nossos antepassados lutaram contra guerreiros árabes que conquistaram a Índia do oitavo para o décimo primeiro século. O pior destes invasores foi Muhammad Ghaznavi (11º século), que invadiu e saqueou a Índia vinte e uma vezes. E foi justamente naquele momento que nossos antepassados deixaram em um grande êxodo a Índia. Na opinião de Hancock, nossos antepassados eram uma população misturada composta de " Rajputs " (uma casta alta de guerreiros) e os Dom. E isso se torna provável, pois é indiscutível que os exércitos precisavam de músicos como também de ferreiros e negociantes que poderiam adquirir bestas de fardo - cavalos e bois. E essas profissões eram praticadas pelos membros da casta de Dom.

Bem, este texto foi elaborado para lançar um pouco de luz na Questão Cigana, pois vez por outra ouvimos um membro de determinado clã dizer que ele sim é o verdadeiro cigano e que o outro já não é por esse ou aquele item. Contudo isso decorre do fato de que a maioria dos rroms (ciganos) traz de forma atávica aquela segregação oriunda das diferenças de casta e infelizmente acaba por mantê-las com relação aos clãs. Segue abaixo uma síntese sobre os diversos clãs e sub clãs já catalogados.


Ambrelara, o termo designa um sub clã Rrom de ciganos nascidos na Eslováquia que sobreviviam e alguns ainda sobrevivem do conserto de guarda-chuva;

Asurara, assim se autodenominou o sub clã Rrom de ciganos que chegou à Eslováquia e se apresentou aos ciganos de lá como fabricantes e vendedores de jóias, anéis, pulseiras e brincos.

Aurari, originalmente um sub clã Rrom de ciganos da Romênia que vivia de trabalhar o ouro. Hoje em dia a maioria é fabricante de artefatos de madeira.

Mechkara ou Ursari, um sub clã Rrom de ciganos da Romênia que viviam do adestramento de ursos para apresentações públicas e em circos.

Balanara, um sub clã Rrom de ciganos da Eslováquia que vivia da fabricação de cochos e colheres de madeira.

Bergitska, sub clã Rrom de ciganos que por tradição habitam as bordas polonês - eslovacas da região montanhosa. Eles falam um dialeto que é compartilhado entre os ciganos Eslovacos e Sérvios desenvolveram as profissões de músicos e ferreiros.

Bohémiens, um sub clã Sinte de ciganos originários da República Tcheca que foram habitar regiões da França.

Bosha, sub clã Rrom de ciganos originários da Armênia.

Burgenland, um sub clã Sinte de ciganos originários da Áustria sendo a grande maioria da profissão de ferreiros e músicos.

Romungro, um sub clã Rrom de ciganos, como o próprio nome já denuncia, nascidos na Hungria ( Rrom + Húngaro)

Calderash um sub clã Rrom originário da Romênia e como o próprio nome em romeno indica “caldare” significa caldeirão. Eles ainda vivem como fabricantes e consertadores de caldeirões, panelas, tachos etc. Hoje a maioria vive espalhada pela Europa e Américas.


Calê, um grande clã Kalon de ciganos originários da Espanha, sul da França e Finlândia e Catalunha. Eles falam o Calé um para-Romani misturado com o espanhol. As principais profissões são as de músico, dançarino e criadores adestradores de cavalos.

Chuxni um sub clã Rrom de ciganos originários da Rússia, cuja profissão principal era a de fabricante de peneira.

Druckara um sub clã Rrom de ciganos originários da Eslováquia e como o nome em eslovaco já denuncia (significa tronco de árvore) ganhavam a vida grudados em troncos das árvores colhendo e vendendo avelãs.

Djambaza um sub clã Rrom de ciganos que viviam do comércio de cavalos nas regiões dos Bálcãs e da Turquia.

Djugí uma casta de ciganos que ainda vive na Índia e o nome em sânscrito significa “santo” porque na realidade abdicam de uma vida normal para viverem rezando todos os dias. E para isso recebem em troca ajuda do povo tal qual mendigos.

Estrekarja um sub clã Sinte de ciganos originários da Áustria.

Fandari um sub clã Rrom de ciganos da Rússia que exerceram atividades militares.

Gharbilband um sub clã Rrom de ciganos que pertenceu a casta homônima da Índia que vivia da fabricação e comercio de peneiras. E ao chegar à Europa fixaram-se na Romênia e Hungria.

Ghurbat-Lovara um sub clã Rrom encontrado em quase toda região balcânica que tornaram-se os melhores negociantes de cavalos. Hoje em dia a maioria encontra-se dispersa por Europa e Américas.

Labanci um sub clã Rrom já completamente extinto que serviu como oficiais do exército de Hapsburg imperial usados por kuruz húngaro rebelde (os participantes na insurreição feudal). Eram originalmente membros do clã Bergitska.

Lombardos um sub clã Sinte ciganos originários da Lombardia que deram início ao trabalho como circenses. Foi com este clã que membros de outros clãs originaram os ciganos do clã Boyashas artistas circenses.

Manush um sub clã Sinte ciganos cuja maioria atualmente vive ao sul da França. Também autodenominado de Sinte-Valshtike.

Piemontakeri um sub clã Sinte cigano cuja maioria atualmente vive ao norte da Itália. Também autodenominado de Sinte-Piemontekari .

Patavara um sub clã Rrom de ciganos que perambula por todo o leste europeu e como o nome em Romani já denuncia (significa trapo) Eles ainda hoje recolhem roupas velhas para depois revendê-las.

Seliyeri um sub clã Rrom de ciganos originários do Irã que ainda hoje vive da fabricação e comércio de caldeirões e pentes.

Servika um sub clã Rrom de ciganos que são dessa forma denominados por serem oriundos da Sérvia. Mas também autodenominados Machuaia porque oriundos de cidade da Sérvia com o mesmo nome.

Sinte um grande clã Sinte ciganos originário do norte da Alemanha que ainda hoje são encontrados na Áustria, Republica Tcheca, Eslovênia e diversos outros paises do leste europeu e também autodenominados Sinte- gachekanes.

Xoraxane (a pronuncia é rrorarranê) um sub clã Rrom de ciganos que passaram a professar a religião islâmica.

FONTE http://www.embaixadacigana.com.br/cultura_identidade.htm#clas#ixzz186dvBbWp

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Oração Para Conseguir Um Namorado

Meu grande amigo Santo Antônio, 
tu que és o protetor dos namorados, 
olha para mim, para a minha vida, 
para os meus anseios.
Defende-me dos perigos,
afasta de mim os fracassos,
as desilusões, os desencantos.
Faze que eu seja realista,
confiante, digna e alegre.
Que eu encontre um namorado que me agrade,
seja trabalhador, virtuoso e responsável.
Que eu saiba caminhar para o futuro
e para a vida a dois com as disposições
de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social.
Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas.
Que todos os namorados busquem a mútua compreensão,
a comunhão de vida e o crescimento na fé.
Assim seja.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Odús e Cabala Aprenda a Fazer


Fonte: http://orixasdeketu.blogspot.com.br/2011/05/odus-e-cabala-aprenda-fazer.html
                                   Odús                                                                                             

No momento em que nascemos, logo que respiramos pela primeira vez, todas as energias do Universo Material e Imaterial se ligam ao nosso corpo físico. Nesse momento é formada um vibração divina, um padrão de energias Divinas, Astrais e Numerológicas que são particulares, intransferíveis e atemporais.
Esse padrão é unico para cada indivíduo e nesse momento absoluto, a pessoa tem traçado o seu Odú, termo que em, Yorubá, siginifica “caminho” ou “destino”.
Existem, na África e em outros  paises que cultuam os Orixás e que procedem o jogo de Ifá,  tilizando vários e inúmeros Odús, mas tradicionalmente, aqui no Brasil, estabilizou-se dezesseis Odús. Visto dessa forma, a Cabala individual é formada, composta de 05 Odús, todos associados e resultantes da data de nascimento.
Quatro desses Odús são referentes à sua vida material e um, referente a seu caminho espiritual.
Os Odús sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos, suas limitações, a forma de agir e reagir com o seu meio. São eles que indicam traços fortes e pontos vulneráveis.Quando os conhecemos, podemosos lidar  melhor com eles e viver bem com a gente e com os outros, pois um Odú, não pode ser trocado, apenas lapidado.
1- Tome cinco pontos de partida a data de nascimento da pessoa e trace num papel, quatro linha horizontais cortadas ao meio por uma linha vertical. Esse linha vertical irá separar os algarismos em duas colunas: Uma a esquera e outra direita.
2- Na primeira coluna da primeira linha, escreva o primeiro digito do dia do nascimento  da pessoa e na segunda desta mesma linha e segundo digito do dia;
3- Na primeira coluna da segunda linha, escreva o primeiro digito do mês do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesa linha o segundo digito do mês;
4- Na primeira coluna da terceira linha, escreva o primeiro digito do ano de nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o segundo dígito do ano;
5- Na primeira coluna da quinta linha, escreva o terceiro dígito do ano do nascimento da pessoa e na segunda coluna desta mesma linha o quarto dígito do ano;
6- Agora deve-se proceder a soma das algarismos das colunas:
Coluna 1= 10
Coluna 2= 22
Que será na redução 2+2= 4. Pois todo numero superior deve ser reduzido, somando-se todos os algarismos.
7- A seguir desenha-se uma cruz e escreva nas extremidades das mesmas as palavras TESTA, FRONTE DIREITA, NUCA, FRONTE ESQUERDA (este desenho representará os pontos da cabeça da pessoa conforme o modelo abaixo:
O número encontrado como resultado é equivalente ao centro da cabeça, representa o Abi Odú, ou Odú do nascimento e é ele que rege o destino da pessoa, suas qualidades principais e sua personalidade.
O Odú da testa relacionado á vida material da pessoa, diferentemente do numero, ou Odú do Centro, que sempre está relacionado à sua vida espiritual. Os Odús da nuca e laterais apenas servem para harmonizar a cabeça das pessoas.
8- Então, escreva o numero correspondente à soma da coluna 2 (8 no exemplo) no ponto referente à testa e o número correspondente à soma da coluna 1 (7, no exemplo) no ponto referente á Nuca.
9- Para encontrar o numero correspondente à fronte direita, some os dois numeros já obtidos (8 e 7), obtendo o resultado 15. Nessa caso, vale à pena lembrar que, caso o resultado fosse superior a 16, haveria a necessidade de reduzir a um unico algarismo. Exemplo: 17= 1+7= 8.
10- Para encontrar o numero correspondente à Fronte Esquerda, some os três numeros já obtidos: 8+7+15= 30= 3+0=3. Pois 30 á superias à 16, devendo ser reduzido como já foi dito.
11- Para encontrar o número correspondente ao Centro da Cabeça, some todos os algarismos da data de nscimento da pessoa( 1+3+1+2+1+9+7+8 ). Reduzindo sempre o resultado que ultrapassou 16. Então, nesse caso específico, encontramos 32= 3+2= 5. Este numero então, passa a ser o Odú de Nascimento, ou seja, o Abi odú, que rege o centro da cabeça da pessoa.


Os 16 Odús Arquétipos
1 – Okanran
Exú ” Onde há o bem, haverá o mal e o mundo começa na unidade.”
Pessoas com esse Odú são contraditórias; o sim pode ser o não, São sensuais, amantes apreciados e com grande atração sexual, adoram os prazeres da vida, são desordeiros e amorais.
Fazem de tudo, dependendo de seus interesses. Sâo mentirosos, manhosos, astuenciosos, mas pagadores. Entretanto são amigos e seus amigos. São alegres, serviçais, prestativos e amáveis quando convém.
Gostam de resolver problemas quando sabe que seram bem recompensados, embora pareçam desligados e despreocupados, estão semre atentos fiscalizando tudo e se intrometendo onde não devem. são provocadores e leva-e-traz.
Têm um potencial enorme para a Magia, são explosivos e muito raramente agem com razão. Têm muita sorte nos negócios, mas são insconstantes.
Se for mulher precisará ter cuidado com o útero.
2 – Ejiokô:
Ebeji
Pessoa com esse Odú adoram comer, são barulhentas e gostam do luxo e da riqueza. São extremamente trabalhadoras, brincalhonas, agressivas, mentirosas, consumistas ao extremo, teimosas e inconsequentes.
Muitas vezes, envolvem-se com a justiça por causa de roubo e, embora sejam de grande sensibilidade, agem sempre pro interesse. Riem e choram ao mesmo tempo, gostam de brigar e apreciam festas, musicas e danças.
Possuem uma intuição muito forte, parecem sempre jovens, são sinceras e nisso podem beirar a grosseria e não sabem conviver com a derrota. No amor são ciumentas e devem controlar a suas obstinação.
Quanto saúde sofrem sempre, quando se trata de vesícula e fígado, que são seus pontos vulneráveis.
3 – Etagundá
Ogum                             “É aquele que se lava com sangue”
Pessoa com esse Odú são dinâmicas, audaciosas, entrépidas, honestas, violentas e brigonas. Adoram comer e beber e são trabalhadoras eficientes.
Agem sem pensar porquê usam sempre o instinto. Emotivas, dificilmente perdoam ofensas, mas da mesma forma como se irritam, logo se arrependem. Podem ser mal-humoradas, desagradáveis, antipáticas, fingidas, mentirosas e intransigentes. Com esse caráter difícil e intratável, tendem a ser solitárias permanecendo solteiras ou sendo más companheiras.
Pessoas com esse Odú em geral são recompensadas pelos seus esforços, mas sempre sofrem por amor e com traições dos amigos. Por serem emocionalmente insconstantes, estão propensas a problemas espirituais e físicos, emboram na maioria das vezes consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença.
Devem ter cuidados com os rins, pernas e braços.
4 – Irossum Meji

Yemanjá “Somente o mar conhece seus segredos”
Pessoas com esse Odú são protetoras, sérias, altivas, honestas e dedicadas à familia.
São fiéis, preocupando-se sempre com os outros. Embora aparentemente tranqüilas, doces e pacientes, são rigorosas, energéticas. Seus sentimentos são sempre exessivos: Ciumentos e pocessivos, são imprevisíveis, principalmente quando estão irritadas. Ás vezes, poem à prova suas amizades e não costumam perdoar nem esquecer nunca as falhas dos outros.
Não guardam segredos, são pessoas orgulhosas, vaidosas, sensuais e fascinantes, gostam do azul, de jóias caras e da vida suntuosa, mesmo quando não vivem assim.
São muitos intuitívas e místicas, possuindo grande habilidade manual e podem ter sucesso com vendas. Entretanto sofrem com traições amorosas e precisam sempre cuidar do estômago.
5- Oxê Meji
Oxum                “O Sangue corre pelas veias”
Esse Odú faz com que as pessoas sejam infantis, crédulas e, aparentemente, ingênuas. São emotivas, instáveis, sedutoras, inconstantes e infiéis. Choram e riem com a mesma facilidade. São doces como mel, quando desejam conquistar ou possuir algo, mas podem ser falsas e mentirosas quando lhe interessam.
São caprichosos, vaidosos e interesseiros. Gostam do luxo, de conforto e riqueza, adoram perfumes, jóias e roupas caras. Preguiçosos, moles e indecisos, mostram falta de interesse e de cuidado. Parecem relaxados, mas esta é a sua maneira de seduzir.
Têm mão de magia, força e proteção espiritual. Possuem uma religiosidade muito forte e são fascinados por tudo que é mistico. Quando estão com raiva, vingam-se sem piedade e por isso precisam aprender a controlar sua vaidade e egocentrismo.
Precisam sempre ter cuidado com o estômago, aparelho digestivo e o sistema hormonal.
6- Obará
Oxossi                         “Um Rei não diz mentiras. Da lenda surge a verdade!”
Pessoas com esse Odú são discretos, curiosos e introvertidos, têm muita ligação com Saturno. Possuem iniciativa, estão sempre em busca de novas descobertas e de novas atividades. São espertos, rápidos, desconfiados e estão sempre estão sempre alertas, sempre em movimento. Não param nunca.
Têm grande senso de observação, muita criatividade. Entretanto, saõ distraidas, instáveis e não são perseverantes. Têm um gosto apurado e dotes artísticos, carinhosos e apaixoandos.
Dotados de grande proteção espiritutal, costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões ligadas à justiça e à economia. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los.
Na saúde, precisam ter cuidado com o sitema linfático.
7- Odi
Omolú Obaluayê                   “Onde o poço foi feito pela primeira vez”
Pessoas com esse Odú são objetivas e realistas, mas costumam ser pessimistas inverterados, incapaz de sentir-se satisfeitos. São masoquistas, com mentalidade auto-destrutiva, gostam de exibir os seus sofrimentos, suas tristezas e doenças. Sua conduta social  é difícil e agressiva. Sâo amargos e vingativos quando frustados ou reprimidos. São obstinados e combativos por sua ambição. Gostam de viajar, são sinceros e, nos negócios, só pensam em grandes lucros.
No trabalho são meticulosos, exigentes e com mutio senso de responsabilidade, mas falta-lhes capacidade de adaptação e agilidade. São conservadores, não aceitam facilmente as mudanças. Hoje têm tudo, amanhã podem ter nada. Costumam viajar e são venais, contado vantagens por causa de escrúpulos imaginários e são capazes de renunciar a seu conforto em pró de seus semalhantes e do bem-estar da coletividade. Por isso a maioria deles optam pela solidão, renunciando à riqueza, tornando-se humildes e pobres.
Têm pouco sucesso  no casamento, pois faltam-lhe capacidade para amar, tanto a seus companheiros como às crianças. Podem ser cruéis e perigosos no amor, a mulher não costuma ligar muito para os filhos.
Ambiciosos, costumam ser bem-sucedidos na sua profissão, mas a indecisão muitas vezes os impedem de concluir projetos importantes. Em contra-partida, quando a fé os imupulsam são capazes de ultrapassar grande barreiras e de grandes feitos.
Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes promovendo grandes confusões. Muitos não possuem sorte no amor.
Na saúde precisam ter cuidado com os rins, a coluna e as pernas.
8- Ejionilê
Oxaguian                   “Quem carrega o corpo é a cabeça”
Pessoas com esse Odú são valentes, guerreiras, mas são generosos, delicados e tolerantes. Honestos por natureza, organizados e metódicos, calmos e dignos de confiança.
Esse Odú, faz com que sejam hospitaleiros e modestos nas atitudes e gostos. São bons pais, mães, bons maridos, boas esposas e bons filhos.
Não se deixam influênciar e a respeito das opiniões contrárias, fazem o que pensam. Aceitam os reverses da vida com resignação. Levam uma vida quase sem sofrimento e são considerados bon vivans. São sujeitos à acidentes graves.
Amam com intensiadade e têm amizades sinceras. Quando são repudiados ou sofrem traições, podem se tornar vingativos. Devem  evitar o uso de bebidas alcoolicas, carnes vermelhas e se vestirem de branco às sextas-feiras e cuidar muito do sistema nervoso central.
9- Ossá Meji
Yansã “Seu melhor amigo e seu pior inimigo”
Pessoas com esse Odú são dominadoras, conquistadoras, exêntricas, agressivas, atrevidas, ingratas, egoístas, impacientes, coléricas, possessivas, cruéis, briguentas, arrogantes, organtes, explosivos e levianas.
Ardilosas, lutam para conseguir atingir os seus objetivos. Não gostam de ser enganados, mas enganam, embora possam até certo ponto serem leais e fiéis. Apesar de tudo, têm boa índole, não guardam rancores, são despreendidos e generosos.
Têm uma vida sexual intensa, com parceiros e atividades variadas. Adoram um bom escândalo e não se preocupam com eles. Não ligam para falatórios a seu respeito. Quando apaixonados, são delicados e ciumentos. Adoram atitudes escândalosas, atrevidas. Gostam de roupas e enfeites coloridos, berrantes e ousados, com tendência para a cafonice. Não gostam de criar, nem de cuidar de crianças.
Viajam muito, são excelentes comerciantes, com muito faro e tino para negócios.
Sofrem com problemas nos genitais.
10- Ofun Meji
Oxalufan                     “Aquele que vence os obstáculos, aqui nasce a maldição!”
Pessoas com esse Odú são inteligentes, tem muita força moral e são apegados aos bons costumes. São simples, pacientes, resignados, delicados, paternais, generosos e hospitaleiros.
Têm um auto-controle muito grande e são calmos, respeitáveis e dignos de confiança. Planos e projetos, se colocados a seu cargo são executados a despeito de qualquer contra-tempo. Entretanto, são egocêntricos, frios, impessoais, lentos, fechados, silenciosos e reservados.
Teimosos, indomáveis e calculistas, sua complacência é falsa e não sabem perdoar.
Na saúde precisam sempre cuidar do estômago e da pressão arterial.
11- Oworyn
Oxumarê               “Se vai e volta, não seja mal agradecido”
Pessoas com esse Odú são inteligentes, dinãmicas, pacientes e perseverantes, não medindo esforços em seus empreendimentos.
Sonham com a riqueza e são sempre bem-sucedidos na vida. Apreciam as artes, Têm gosto apurado, acuidade visual e sentido de cores. Elegantes. altivos e irônicos acham-se sempre melhor do que os outros. São maledicentes, fofoquieros, intrigantes e indiscretos, procuram pulverizar seus adversários com grande eloqüência.
São inseguros, seduzem com falsas promessas de poder e riqueza. São generosos quando desejam algo, mas no amor, estão sempre lutando para se impor ao objeto de seus desejos. Apresentam dupla personalidade ou são bissexuais.
Têm vida longa, mas as más influências e a falta de fé os leva a enfrentarem dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. Sâo volúveis e fracassam no primeiro casamento.
Na saúde, tem problemas com a garganta, sistema reprodutor e aparelho digestivo.
12- Ejila Xeborá
Xangô                  “Quando há uma guerra, o soldado nunca dorme”
Pessoas com esse Odú são machistas, conquistadoras, prepotentes e teimosas. São enganadores natos, mas não gostam de ser enganados. Libertinos, sensíveis às pessoas, são maridos infiéis, ciumentos e vingativos. São senhores de várias mulheres, provocam e estimulam paixôes violentas. São apegados às mães, podendo inclusive praticar o incesto, nem que seja em pensamento.
Valentes, agressivos, cruéis, voluntários, enérgicos, caprichosos e institivos, tendem a ser líderes compulsivos e violentos. Embora guardem um profundo e constante sentimento de justiça, são severos ou benevolentes, segundo o humor do momento. Quando lhes convém, são honestos.
Usam o encanto pessoal, para com muito tato, fazer conchavos. Geralmente usam as pessoas e quando não precisam mais delas, as desprecia ou as destrói.
Arrogantes e vaidosos, sensuais e glutões, amam a vida e tudo que lhes dê prazer e querem sempre o melhor para si.
13- Ejiologbon
Nanã                “A morte lhe anuncia uma nova vida”
Pessoas com esse Odú são trabalhadoras e eficientes. Tem dotes materiais muito aflorados. São sábias, carinhosas e devotadas. Extremamente organizadas, são previdentes e sempre agem com muita calma, benevolância, gentileza e dignidade.
São pessoas lentas, indulgentes, bem equibradas e justas. Normalmente educam com excesso de doçura e mansidão. Entretanto, zelam pelos bons costumes não aceitando mentiras, desonestidades ou falsidades. Em determinados momentos tornam-se extremamente intolerantes e vingativas.
Algumas pessoas desse Odú, tornam-se taciturnas, mal-humoradas, ranhetas e vaidosas, gostando de solidão. A maioria acredita que tudo na vida é transitório e aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória.
Sem sorte no amor, são dotados de mão de cura e se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e terapias alternativas.
Precisam sempre ter muito cuidado com baço e pâncreas.
14- Iká
Ossaim                     “Aquele que tira água com peneira”
As pessoas com esse Odú são introvertidas, desconfiadas e esquisitas, de temperamento discreto, São desligados, gostam de liberdade e são desprovidos de interesses materiais, embora possam ser ricas. São imprevisíveis e podem ser bissexuais.
Sâo tolerantes, de bom coração, adoram plantas e animais. Equilibrados, são capazes de controlar seus sentimentos e emoções, julgando os semelhantes através do que sentem e não das convenções sociais.
Belos e sensuais, tem aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixôes arrebatadoras, mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores.
Possuem muito talento para a magia e uma enorme força espiritual, que se manisfesta através do olhar. Tem tendência a ter conflito psíquicos e problemas nas articulações que podem lhe causas problemas de locomoção.
15- Obeogundá
Oba                      “Um soldado está sempre alerta”
Pessoas com esse Odú são vaidosas e incompreendidas, têm sucesso nos negócios e nos ganhos por serem decididos e agressivos. Vão até às ultimas conseqüências para alcançar seus objetivos.
Gostam de acumular bens e são voltados para o feminismo ativo e têm posições bem definidas. São dotados de ciumes móbidos, e implacáveis quando traidos por amigos.
Sofrem desilusões amorosas e isso acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil e estão sujeitos a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e, também, disturbios do sistema neuro-vegetativo.
16- Aláfia
Orumilá                “Aquele que abençoa a todos”
Pessoas com esse Odú são calmas, racionais e mesmo sendo muito raro, esse Odú faz com que as pessoas tenham domínio sobre suas paixões. São excelêntes na área de vendas e de artesanato.
Desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sempre sujeitos à problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.
Minha foto
É uma cigana espanhola, da Andaluzia. Usa roupas coloridas, sem preferência de cor. Não dispensa os colares, os anéis e as pulseiras. Suas argolas são sempre de ouro. Adora tocar castanholas, principalmente quando dança ao redor da fogueira. Ela não dispensa um pandeiro com fitas finas e coloridas. Todas as pessoas que têm esta cigana em sua aura jogam cartas e patacas; têm também um cristal de malaquita, que Carmencita não dispensa para suas magias. Suas oferendas são sempre feitas aos sábados, até as 10 horas da manhã e com o Sol iluminando o planeta Terra. Nunca coloque oferendas para Carmencita em um dia nublado.

Violino Cigano

Violino Cigano

Cigano Vladimir

Era moreno-claro, de olhos e cabelos pretos.

SUAS ROUPAS

Wladimir usava roupas diferentes, conforme a fase da lua.

O detalhe constante nessas roupas é que a calça era sempre da mesma cor do colete de veludo que ele vestia por cima da blusa.

Na Lua cheia ele usava blusão vermelho com colete e calça azul-turquesa; na Lua crescente, blusão branco, colete e calça brancos rebordados com fios de prata;

na Lua nova, blusão azul-turquesa, colete e calça vermelhos rebordados com pedras coloridas; e,

na Lua minguante, blusão branco de mangas compridas, colete e calça marrons e uma faixa branca na cintura.

Em todas as fases da Lua ele usava na cintura uma faixa branca, na qual trazia o seu punhal de prata.

SEUS ADEREÇOS
O lenço que Wladimir usava na cabeça era de cores diferentes, conforme a fase da Lua.
Era azul na Lua cheia, branco no quarto crescente e vermelho na Lua nova.

Na orelha esquerda ele trazia uma argola de ouro e, no pescoço, um cordão de ouro com um medalhão antigo de seu clã.

SUA MAGIA
O Cigano Wladimir aprendeu a tocar violino com seis anos de idade.

Hoje, quando chega à Terra como espírito,pede logo o seu violino e começa a tocar antigas músicas eslavas.

Um detalhe importante: quem tem esse Cigano na aura não precisa saber tocar violino, pois, ao chegar, ele traz a essência da música.

Esse é o mistério de Wladimir.

Retirado do livro “Ciganos do Passado, Espíritos do Presente – Ana da Cigana Natasha- PALLAS EDTORA

Querida Professora de Dança: Samra Sanches

Querida Professora de Dança: Samra Sanches
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